terça-feira, 27 de abril de 2010

POLÍTICA... MINHA VELHA AMIGA

A política é suja
A lei é falha
Que seria eu
Sem essas malvadas?!

Espalhadas sobre um texto
Elas não fazem sentido
Porque ninguém as respeita
Só procuram o contexto

A lei vem
Junto com a chibata
Bate que bate
Mas logo sara!

E a política continua
Com os dutos sujos
Limpa aqui, limpa acolá
Oxalá eu pudesse limpar!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Goffredo Telles Junior - As Arcadas fazendo justa homenagem!





Estive em evento na Sociedade Brasileira de Direito Público com a Profa. Dra. Olivia Telles, filha do Prof. Goffredo Telles Junior.

Olivia me informou que a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco - USP aprovou e nomeará o Páteo das Arcadas com o nome do Grande Goffredo Telles Junior, talvez o professor que mais amou aquela Instituição.

Uma justíssima homenagem... para uma Instituição que demorou anos para aprovar o título de Professor Emérito àquele que foi o maior professor da Disciplina da Convivência Humana. Felizmente, Olivia me disse que o Prof. Goffredo ficou sabendo que a Congregação aprovou o título de Emérito Professor para sua pessoa 03 dias antes de seu falecimento em 27 de junho de 2009.

Todos sabem da minha admiração pelo Mestre. E todos fazem uma ideia de como essa notícia me deixou contente. Quero dividir isso com vocês! Um abraço!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sim, Globalização (Por Carlos Eugenio Clemente Rodrigues)

Publico um texto do amigo Carlos Eugenio Clemente Rodrigues, estudante de Sociologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, sobre a Globalização.

Vale a pena ler e refletir.

___________

O fenômeno da globalização ainda recebe uma conotação ideológica, sendo pouco encarado como um fato social concreto. Autores marxistas como François Chesnais preferem o termo “mundialização do capital”, em vez de globalização, mas isso não seria simplificar um fato concreto? A mundialização do capital não é apenas um elemento mais moderno da própria globalização que se apresenta como um objeto mais complexo?

O medo de que a globalização retire identidades e mate culturas creio ser muito radical. O fenômeno não veio para substituir ou se impor sobre nada, ele se integrou. É válido perguntar: A globalização é um fenômeno novo, ou apenas passou a se manifestar com mais intensidade? Quando o mundo Grego espalhou sua cultura pela maior parte do mundo então conhecido já não era uma forma de acontecimento do fenômeno? Não conhecemos somente a cultura Helênica, ela não substituiu as outras culturas. Parece mais proveitoso, em vez de discutir se a globalização existe ou não, aceita-la e passar a discutir os fatores que permitiram que ela se manifestasse com mais força e aumentasse tanto nas ultimas décadas.

As Ciências Sociais têm de se ocupar de criar novas teorias para entender o que está acontecendo. As teorias clássicas baseadas na análise do Estado-Nação não dão mais conta de explicar um fenômeno que ultrapassou essa barreira e se manifesta em todo o globo. Max Weber em “A ‘objetividade’ do conhecimento nas ciências sociais” diz que as Ciências Sociais devem estudar aquilo que tem importância na vida dos homens comuns, e a globalização sem duvidas possui essa importância. Os meios de comunicação globais, intercâmbios de meios de produção, de capital e de cultura interferem no cotidiano das pessoas e influenciam sua forma de agir e pensar.
______________

Obrigado ao amigo Carlos por gentilmente ceder vosso texto para compartilhar com os leitores do Blog!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sucesso aos Formandos 2009 - Uniban MR e CL

Caros amigos,

Vocês estão colando grau nesta semana. Foi uma grande honra lecionar para pessoas humildes, pacientes, atenciosas, persistentes e batalhadoras.

Um sexto ano os espera. Esse é o pior de todos... não há mais os muros da Faculdade para lhes proteger; não há mais os professores diuturnamente ao lado, para tirar dúvidas. Mas esse é o momento certo de passar por isso.

Mas esse sexto ano também traz novos desafios para os senhores.

Já não leciono para vocês há algum tempo. Porém, sempre estarei ao lado dos amigos, na torcida!

Irão conquistar algum tipo de poder, e terão que saber lidar com ele. Eu desejo sorte, saúde e sucesso, bem como os deixo com uma frase de Lord Acton, a seguir transcrita:

"O poder tende a corromper. O poder absoluto corrompe absolutamente".

Nunca se esqueçam de onde vieram e o que são.

Forte abraço!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Jüngen Habermas



Recortem e colem em seu navegador o link a seguir - entrevista com o Prof. Habermas aos 80 anos: http://www.youtube.com/watch?v=AfmlYOkOuIo

Pesquisem sobre o Pensador alemão Jüngen Habermas, professor como poucos.

Não tenho dúvidas em afirmar que Habermas é o maior pensador vivo da atualidade.
________________

Aproveito o ensejo, e desejo um excelente ano de 2010 para vocês! E deixo uma dica de leitura, para começar o ano bem: "A Consolação da Filosofia", de Boécio. Leitura rara e cara, que lhes será útil por toda a vida.

Abraços!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Citando outrem...

Hoje cito um grande poeta... Villém Flusser, pensador vigoroso, de muito talento e inteligência impressionante.

Estamos no final de um ano muito bom. Esperamos que 2010 seja ainda melhor. Aos que acompanham essa ferramenta e perdem seu tempo lendo minhas bobagens, desejo um Feliz Natal e um 2010 cheio de coisas boas para todos nós.

Aos meus alunos: estudem.

Beijos e abraços devidamente distribuídos!

"O conhecimento, embora menos absoluto,
continuará sendo conhecimento; a realidade,
embora menos fundamental, continuará sendo
realidade; e a verdade, embora menos imediata,
continuará sendo verdade. Descobriremos
mesmo que o conhecimento absoluto, a realidade
fundamental e a verdade imediata não passam
de conceitos não somente ocos, mas também
desnecessários para a construção de um cosmos,
e que, neste sentido, as objeções podem ser
aceitas. Neste sentido um tanto restrito do
cosmos, continuará válido o nosso esforço de
compreendê-lo, governá-lo e modificá-lo; e a
nossa vida dentro dele não terá sido fútil."
(FLUSSER, 2004, P. 33)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O ADVOGADO COM ESCRÚPULOS

Esses dias os meios de comunicação noticiaram um episódio de um advogado que recebeu como procurador de uma cliente, idosa, carente e doente, um alto valor em dinheiro em uma ação previdenciária.

Deveria – como procurador da velha senhora – repassar o dinheiro para esta.

Não o fez.

Embolsou.

Deve ter pensado que o valor deveria ser retido, a título de honorários advocatícios.

Alguns políticos dão a mesma desculpa. “Não podia empregar parente? Não sabia!”. “Não podia mandar o filho para a Disney com dinheiro desse povo idiota? Não sabia também!”. Ou então falam: “O dinheiro não é meu!” ou “Não sei de nada, não vi ninguém... nem sei quem sou eu!”.

Ora, a advocacia é uma linda profissão. Ser advogado é lutar por um ideal.

Alguns se esqueceram disso. Não vivem mais para o Direito; optaram pelo Torto.

Por causa de uma minoria, nós, advogados, somos nivelados com bandidos. Isso tem que acabar! E o problema disso todos nós sabemos: educação.

Não é só a educação de base, a escolar, a acadêmica. É educação de berço. Educação que se confunde com respeito.

A advocacia não é de segundo plano. É de primeiro! Ser advogado te dá prazer quando você vê uma velha senhora sorrindo, porque poderá comprar um fogãozinho para esquentar o café naquele velho barraco no Glicério...

O bom advogado ganha 30 mil reais em um ano de trabalho. Talvez até em meses ou em apenas um mês, se for muito bom. Aquela velha senhora levou “só” 30 anos.

Você, que abraça a profissão agora, ou que sonha com ela ou com qualquer outra do ramo jurídico, se espelhe na velha senhora, não no mau advogado (ou naquele que se diz um).

Gabriel García Marquez é certeiro, e nos 100 anos de solidão, dizia:

“... e que tudo o que estava escrito neles era irrepetível desde sempre e por todo sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra”.

Parabéns povo do Direito, pelo seu dia! Ainda vale a pena ser honesto!